Somos

Colectivo Sociocultural "A Revolta de Trasancos"

A Revolta nasce como comparsa no Antroido de 1997, posteriormente decidimos continuar com actividades de lecer e de festas participativas, polo que como grupo acudimos à Romaria de Chamorro esse mesmo ano. Mas desde o ano 2003, sempre esse dia, imos até à Fraga de Menáncaro para reivindicar a sua proteçom como espaço natural de interesse ecológico e paisagístico.

A música e os jogos eram e som o que une ao colectivo. Sempre fumos um grupo onde as crianças por numerossas e importantes, tivérom como agora seguem tendo, um papel destacado.

A uniom e a alegria compartida, figérom que as comidas colectivas no campo, disfrutando plenamente da natureza, passaram a formar parte dum jeito de divertimento.

Descubrimos que a festa activa, onde a participaçom de todas e todos, conformava valores e sentimentos positivos.

Mais que um acordo, foi umha prática unánime a que nos levou a que se formase um colectivo sociocultural, etnográfico, de recuperaçom das tradiçons e de lecer.

Figemos do Galego a nossa língua veicular, consideramos que a Língua própria, junto à Terra que pisamos som o património mais importante que posuimos como Povo, ademais da vontade de querer e ser galegas e galegos.

Em 1997, participamos tamém nos Maios de Canido e figemos a Lumeirada da Revolta em Caranza todas as noites do 23 de Junho até hoje.

Ainda que a festa de mais participaçom seja o Antroido, onde o ingénio, a creatividade e a participaçom colectiva som intensas, tamém no Outono celebramos o Samaim e o Magosto, onde os contos de medo e ir a apanhar as castanhas aos poucos soutos que quedam na Comarca, formam parte da nossa actividade. Ainda que alguns ou algumhas de nós prefiram antes os arenques que as castanhas.

Desde finais de 1998 até principios de 2007, estivemos integrados, ainda que mantendo a nossa autonomia, dentro da Fundaçom Artábria. Agora voltamos a ser independentes sem ligaçons orgánicas. Progressivamente essa entidade, para nós, deixou de cumprir o papel integrador e plural, co que num princípio nascera.

Agora vemo-nos numha nova etapa co ánimo de seguir participando social e culturalmente, intentando colaborar com todas as entidades que nos seus objectivos esteja a recuperaçom das tradiçons e festas populares; a defensa da cultura e a língua; a prática duns valores solidários; a justiça; a igualdade; a diversidade; a democracia participativa e a participaçom da cidadania; a defensa dos direitos humanos e cidadans; a defensa dos direitos das mulleres pola igualdade na diferência; a defensa dos direitos de gais, lesbianas e outros colectivos na sua diversidade e liberdade de opçom sexual; a defensa dos direitos históricos da Galiza; a defensa da Terra e do meio ambiente; a conquista da Paz com justiça e igualdade; e um forte NOM à guerra, à violência e à pobreza.
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